O Botafogo será o único representante brasileiro na Copa do Mundo de Clubes a ter sua premiação tributada no Brasil.
A particularidade se dá pelo fato de o clube alvinegro operar sob o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), conforme noticiado pela coluna de Paulo Cappelli no portal Metrópoles nesta terça-feira (8 de julho).
A SAF do Botafogo está sujeita a um regime de tributação unificado que engloba IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins e contribuição previdenciária, com uma alíquota de 5%. Esse percentual incide sobre o valor creditado na conta do clube após as deduções aplicadas no exterior.
A premiação do Mundial de Clubes, que ocorreu nos Estados Unidos, está sujeita aos impostos do país-sede e a eventuais taxas administrativas da FIFA. O Botafogo, por ter alcançado as oitavas de final da competição, arrecadou um valor bruto de US$ 26,7 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 145,8 milhões na cotação atual, de acordo com o FogãoNET.
Por que outros clubes brasileiros não são tributados?
Ao contrário do Botafogo, clubes como Flamengo, Fluminense e Palmeiras são classificados como associações civis sem fins lucrativos. Essa classificação os isenta da tributação de 5% no Brasil sobre as premiações recebidas. O Fluminense, por exemplo, já garantiu ao menos US$ 60,8 milhões, enquanto o Palmeiras ficou com US$ 39,83 milhões e o Flamengo, US$ 27,7 milhões.


