Fala, Escolhidos! O feriado de Carnaval passou, mas o ritmo no Glorioso está mais frenético que bateria de escola de samba. Entre viagens para as nuvens, fantasmas do passado e pacotão de reforços, muita coisa aconteceu enquanto você pulava o bloco.
O Alvinegro desembarca na Bolívia para a estreia na Libertadores 2026 com uma logística de guerra e caras novas chegando ao Lonier. Perdeu o fio da meada? Relaxa, a gente te conta tudo agora!
Operação Oxigênio: o desafio de 4 mil metros em Potosí
O Botafogo abre sua caminhada na “Glória Eterna” nesta quarta-feira (21h30), contra o Nacional Potosí, em um dos cenários mais hostis do futebol mundial. A cidade boliviana, famosa por ter sido o centro da mineração de prata no período colonial, hoje é o pesadelo dos atletas brasileiros devido aos seus 4.000 metros de altitude.
Para não ficar sem fôlego, o técnico Martín Anselmi montou uma estratégia ousada:
- A Tropa de Elite (Sub-20): Um grupo de jovens promessas, como Bernardo Valim e Léo Linck, viajou com uma semana de antecedência para aclimatação total.
- O Grupo Principal: Chegou a Sucre (2.800m) nesta terça e só sobe para Potosí horas antes do jogo, em carros 4×4, para minimizar os efeitos do ar rarefeito.
Superando o Fantasma de 2025
A preocupação com a altitude não é excesso de zelo. Em 2025, o Fogão caiu nas oitavas para a LDU justamente no alto da montanha (Quito). Agora, o desafio é físico e psicológico, já que apenas o Palmeiras (em 2009) conseguiu vencer uma equipe de Potosí em seus domínios.
A Mística: Se o clima está pesado pelas cinco derrotas consecutivas na temporada, o torcedor se apega à fé: em 2024, o ano do título, a campanha também começou na altitude boliviana (contra o Aurora). Será o sinal do bi?
Mercado da Bola: Experiência e Oportunidade
Enquanto o time sobe a montanha, a diretoria trabalha para reforçar o elenco de Anselmi:
Mira no Catar: O Botafogo negocia a contratação do lateral-esquerdo Paulo Otávio, ex-Wolfsburg e atualmente no Al-Sadd. Com apenas Alex Telles de ofício na posição, o clube vê no jogador de 31 anos uma oportunidade de mercado para fechar o setor defensiv
Edenilson é do Fogão! O volante de 36 anos desembarcou no Rio para assinar até o fim de 2026. Após rescindir com o Grêmio, o jogador chega para trazer a rodagem necessária ao meio-campo alvinegro, suprindo a carência de opções no setor.
Opinião: O Botafogo precisa de “casca”
Por Júlia Lopes do Botafogo Neles
A estratégia de Anselmi para a Libertadores mostra que o clube aprendeu com os erros do ano passado. Levar o Sub-20 antecipadamente é usar a fisiologia a nosso favor. Porém, as ausências de Danilo e Allan ligam o sinal de alerta. A chegada de Edenilson não é apenas uma contratação técnica, é uma necessidade de “casca” em um elenco que sentiu o peso das últimas derrotas. Se o Botafogo quer repetir 2024, precisa voltar da Bolívia vivo. A altitude castiga, mas o peso da nossa camisa é maior que qualquer montanha de prata.
E aí, torcedor? O planejamento de Anselmi vai funcionar ou o ar vai faltar? Comenta aí! 🔥🌑⭐


