No próximo domingo, o Botafogo defenderá uma invencibilidade notável contra o rival Fluminense. O último revés para o tricolor foi há mais de três anos, em 26 de junho de 2022. Desde então, o clube de General Severiano passou por uma série de transformações significativas. O time, que na época era comandado pelo português Luís Castro, viu seis técnicos diferentes passarem pelo comando e conquistou títulos inéditos em sua história.
A dança dos técnicos e ascensão do elenco
A derrota para o Fluminense em 2022 foi sob o comando de Luís Castro. De lá para cá, o clube teve uma sucessão de seis técnicos, incluindo interinos. Entre eles, Artur Jorge, que comandou o time em duas vitórias, e Renato Paiva, que esteve à frente da equipe no último triunfo por 2 a 0, em partida pelo Brasileirão deste ano.
O elenco também foi completamente reformulado. Dos jogadores que entraram em campo na última derrota para o Fluminense, nenhum permanece no clube. Apenas Joel Carli, zagueiro e capitão da equipe na época, segue no Botafogo, mas em uma nova função como coordenador de futebol. O único jogador do atual elenco que participou daquele jogo foi o atacante Jeffinho, que entrou no segundo tempo e hoje tem a chance de começar como titular.
A sequência de triunfos e a ressaca pós-título
Desde a última derrota, o Botafogo não apenas evitou o revés, mas construiu uma hegemonia. São nove jogos de invencibilidade, com oito vitórias consecutivas. Esse período foi marcado pela conquista da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2023.
No entanto, o sucesso trouxe um desafio inesperado. Assim como o Fluminense, que venceu a Libertadores em 2023 e no ano seguinte lutou para não ser rebaixado, o Botafogo também sofre com a “ressaca” pós-títulos. O time teve um desempenho abaixo do esperado no Campeonato Carioca e na Libertadores, e agora busca uma vaga na principal competição continental de 2026. A partida de domingo, no Maracanã, será mais um capítulo dessa nova fase do clube alvinegro.


