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Em meio à disputa por controle, Textor se aproxima de advogado da Eagle

Em meio à briga na Justiça, empresário busca conciliar com advogado da Eagle, mas acordo parece distante.

Foto: FRANCK FIFE / AFP
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A disputa pelo controle da SAF do Botafogo continua a todo vapor. De um lado, o empresário John Textor luta para manter sua influência sobre o clube carioca. Do outro, a holding Eagle Football insiste em assumir o comando da gestão. O impasse, que já se arrasta na Justiça, agora ganha um novo contorno com a inesperada aproximação entre Textor e o advogado Christopher Mallon, uma figura-chave na empresa.

A Eagle tem sido categórica: só fará novos aportes financeiros e mudanças estruturais no Botafogo se Textor se afastar da gestão. A empresa, que detém 90% das ações da SAF, busca sanar o que chama de “problemas financeiros” do clube, mas argumenta que o desconhecimento sobre a real situação fiscal — dívidas e compromissos de curto e médio prazo — impede a entrada de novos investimentos.

O mediador da discórdia

Christopher Mallon foi trazido pela Eagle para atuar como uma espécie de “gestor de crise” no grupo. Seu trabalho de reestruturação começou no Lyon, clube francês que também pertencia à holding. Lá, Mallon ficou responsável por analisar contratos, cortar despesas consideradas excessivas e ajustar o fluxo de caixa, depois que Textor foi afastado do comando da equipe, que acabou rebaixada. A intenção da Eagle é que ele faça o mesmo no Botafogo.

No entanto, Textor resiste à ideia de uma nova pessoa interferindo diretamente na rotina do clube. Apesar do clima de tensão e das trocas de acusações na Justiça, fontes indicam que o americano encontrou um caminho para tentar um acordo com a holding. Nos bastidores, as conversas entre ele e Mallon se intensificaram nas últimas semanas.

Apesar da batalha nos tribunais, os dois têm trocado mensagens em um tom surpreendentemente amigável. Em uma das conversas, Textor reclamou do vazamento de informações para a imprensa brasileira. A resposta de Mallon foi de que ele não era o responsável pelos vazamentos, e reforçou o desejo de manter a união na Eagle.

O mediador da discórdia

Christopher Mallon foi trazido pela Eagle para atuar como uma espécie de “gestor de crise” no grupo. Seu trabalho de reestruturação começou no Lyon, clube francês que também pertencia à holding. Lá, Mallon ficou responsável por analisar contratos, cortar despesas consideradas excessivas e ajustar o fluxo de caixa, depois que Textor foi afastado do comando da equipe, que acabou rebaixada. A intenção da Eagle é que ele faça o mesmo no Botafogo.

No entanto, Textor resiste à ideia de uma nova pessoa interferindo diretamente na rotina do clube. Apesar do clima de tensão e das trocas de acusações na Justiça, fontes indicam que o americano encontrou um caminho para tentar um acordo com a holding. Nos bastidores, as conversas entre ele e Mallon se intensificaram nas últimas semanas.

Apesar da batalha nos tribunais, os dois têm trocado mensagens em um tom surpreendentemente amigável. Em uma das conversas, Textor reclamou do vazamento de informações para a imprensa brasileira. A resposta de Mallon foi de que ele não era o responsável pelos vazamentos, e reforçou o desejo de manter a união na Eagle.

Discurso de paz e realidade nos tribunais

O discurso de Textor tem sido conciliador. Dias antes da Eagle anexar uma nova petição na Justiça, o empresário já afirmava publicamente que a briga havia acabado. “Até as melhores famílias brigam. No futebol, quando as famílias brigam, acontece em público. Mas a briga acabou. Estamos alinhados, vamos avançar”, disse ele.

Na tentativa de demonstrar essa união, Textor e Mallon fizeram uma ligação conjunta com João Paulo Magalhães, presidente do clube social e acionista minoritário da SAF. O objetivo era tranquilizá-lo e reforçar o desejo de ambas as partes pelo fim da disputa.

Apesar do tom pacífico, a realidade nos tribunais é outra. A Eagle propôs um acordo jurídico, mas a oferta foi negada. Em sua petição, a holding alegou que “não há garantia alguma de que novos atos nulos deixarão de ser praticados indevidamente pelo Sr. Textor” e que sua saída é a única forma de encerrar a controvérsia e proteger o clube.

Textor, por sua vez, segue com poder de influência no Botafogo porque solicitou à Justiça o arresto das ações da Eagle, o que impede qualquer mudança estrutural no comando. A disputa segue distante de uma resolução a curto prazo, e enquanto o impasse persiste, o Botafogo corre o risco de não receber novos aportes financeiros, o que pode comprometer sua capacidade de honrar compromissos no futuro.

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Escrito por Júlia Lopes

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