Desde que chegou ao Botafogo há pouco mais de três meses, o atacante argentino Joaquín Correa se tornou uma figura frequente no esquema do técnico Davide Ancelotti. Contratado na janela de transferências da Copa do Mundo de Clubes, o jogador de 31 anos participou de 16 dos 17 jogos do time sob o comando do italiano, mas ainda não conseguiu corresponder às expectativas de um atleta com seu currículo.
Com experiência em clubes europeus e seis títulos no futebol italiano, a chegada de Correa gerou grande expectativa na torcida. No entanto, apesar da alta utilização, seus números no Glorioso ainda não decolaram: ele não marcou gols nem deu assistências.
Inicialmente visto como uma opção para atuar como “falso nove” ou ponta-esquerda, Correa se transformou em uma espécie de coringa no ataque de Ancelotti, ocupando até a posição de meia para substituir o venezuelano Savarino.
Apesar do prestígio com a comissão técnica, o jogador enfrenta um dilema. Seus números mostram a confiança de Ancelotti, mas também a necessidade de uma resposta em campo. Desde a Copa do Mundo de Clubes, os dados do “Gato Mestre” revelam:
- 17 jogos: 6 como titular e 11 como reserva.
- Média de 49 minutos em campo por partida.
- 0 gols e 0 assistências.
- Aproveitamento do Botafogo quando ele está em campo: 58,8% (9 vitórias, 3 empates e 5 derrotas).
A falta de consistência, apontada por jornalistas italianos na época de sua contratação, parece persistir. Apesar de seu talento e de um histórico notável — ele foi convocado para a Copa do Mundo de 2022 pela Argentina, mas acabou cortado por lesão —, Correa ainda busca o momento certo para “mudar o jogo” e se consolidar como uma peça-chave no ataque alvinegro. O desafio de Ancelotti é fazer o setor ofensivo, que tem alternado escalações, finalmente engrenar, e o desempenho de Joaquín Correa será crucial nesse processo.


