A promessa que brilhou em 2022 e teve seu retorno celebrado no ano passado, Jeffinho, enfrentou um período de pouca atuação no Botafogo devido a uma série de lesões. Desde que foi readquirido do Lyon no início de 2025, o atacante disputou apenas 12 jogos, convivendo mais com o departamento médico do que em campo. Agora, com a chegada do técnico Davide Ancelotti e um trabalho focado em sua recuperação, Jeffinho volta a ser uma peça-chave para o time.
A carência de um jogador com as características de Jeffinho — velocidade e drible — fez com que a comissão técnica e os companheiros vissem nele a solução para o ataque. O jogador tem sido elogiado por sua dedicação ao seguir um plano de recuperação rigoroso, que incluiu reforço físico, trabalhos técnicos e, inclusive, ajustes em seu comportamento. Fora de campo, novos hábitos de autocuidado também contribuíram para sua evolução.
A cautela, no entanto, é a palavra de ordem. O histórico recente de lesões musculares após retornos anima, mas também liga o alerta. Em 2024, uma infecção no joelho o deixou internado, e em 2025, problemas na mesma articulação resultaram em lesões na coxa, tirando-o da Copa do Mundo de Clubes. Por isso, o Botafogo adotou um controle de carga rigoroso e trabalhos preventivos para minimizar os riscos.
Apesar dos percalços, o entusiasmo é grande. Colegas como o lateral Alex Telles destacam a importância de Jeffinho para o time. “Um jogador agudo, com drible, hoje em dia é muito bom ter na equipe. Um jogador com a característica dele é praticamente único no time”, afirmou Telles.
A expectativa é que Jeffinho tenha uma chance entre os titulares no jogo de domingo contra o Juventude, no Alfredo Jaconi. A partida, válida pela 21ª rodada do Brasileirão, é crucial para o Botafogo, que busca retomar o bom desempenho no campeonato.


