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SAF do Botafogo acusa Eagle de prejudicar o clube financeiramente

Em recurso, SAF do Botafogo defende ações de John Textor e alega que Eagle tenta dificultar a busca por novos investimentos.

Foto: André Durão
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Ação judicial entre SAF e Eagle: Botafogo acusa acionista de tentar “asfixiar financeiramente a SAF” Clube defende John Textor e alega que Eagle quer dificultar a busca por novos investimentos e assumir o controle da gestão.

A disputa judicial entre o Botafogo e a empresa Eagle, que divide o controle da SAF alvinegra, ganhou um novo capítulo. Os advogados da SAF entraram com um recurso na 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para contestar uma liminar solicitada pela Eagle. O objetivo é anular a suspensão de decisões recentes tomadas por John Textor, o sócio majoritário.

O conflito e as alegações da SAF

No documento, a SAF defende que John Textor tem o direito de tomar decisões sobre a empresa, mesmo durante o litígio com os outros acionistas. A defesa do clube acusa a Eagle de agir com a intenção de “asfixiar financeiramente a SAF Botafogo”.

De acordo com o recurso, a Eagle estaria realizando “manobras descabidas” para tirar o controle da gestão das mãos de Textor, além de não cumprir com seus compromissos financeiros com o clube e seus credores. O documento ainda ressalta que essa situação pode levar o Botafogo a um cenário insustentável.

“O objetivo imediato é asfixiar financeiramente a SAF Botafogo, não a reembolsando dos valores que foram emprestados, e, de outro lado, obstando canais alternativos para o levantamento de outros recursos. E isso conduz a SAF Botafogo a um cenário insustentável, na medida em que seu principal devedor (que não paga o que deve) será mantido como acionista controlador.”

A ação alerta que essa situação pode impossibilitar o pagamento de compromissos trabalhistas e fiscais, além de afetar negociações de jogadores, a manutenção do elenco e a renovação de contratos, podendo até forçar a venda de atletas para cobrir despesas.

Entenda o caso

O processo inicial foi movido pela Eagle no final de julho. A empresa alega que, desde 2 de junho, nenhuma ação societária pode ser tomada sem a aprovação de Christopher Mallon, diretor da empresa. A Eagle afirma que Textor realizou movimentações sem esse aval, como a “cessão de supostos créditos” do Botafogo para uma companhia nas Ilhas Cayman no valor de até 150 milhões de euros.

A SAF Botafogo contesta essa alegação, afirmando que não foi notificada formalmente sobre a mudança no controle da Eagle e que, por isso, Textor ainda detém o poder de decisão. O documento aponta que o americano “exerce, pois, o controle efetivo da EAGLE BIDCO” e que poderia, inclusive, destituir Christopher Mallon.

O clube também defende a movimentação financeira para as Ilhas Cayman, explicando que a Eagle Cayman é apenas um “veículo” para atrair novos investimentos de até 100 milhões de euros para a SAF, e não uma manobra ilegal. Segundo a SAF, a Eagle tinha “ciência, consciência e aquiescência” da operação.

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Escrito por Júlia Lopes

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