A crise na gestão da SAF do Botafogo ganhou um novo e surpreendente capítulo. O jornal “O Globo” divulgou uma carta, datada de 5 de agosto, enviada por Christopher Mallon, diretor independente da Eagle Football Holdings, ao presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins. No documento, Mallon não apenas nega a existência de um suposto empréstimo de R$ 152 milhões que estaria sendo cobrado pela SAF na Justiça, como também acusa John Textor de “irregularidades financeiras” e solicita a sua destituição do comando.
O ponto central da discórdia: o empréstimo
A carta de Mallon questiona diretamente o montante de R$ 152 milhões, afirmando que a Eagle Bidco, uma das empresas do grupo, está investigando a origem e a validade do suposto débito. “O diretor independente ainda não encontrou nenhuma evidência de tal empréstimo”, declarou Mallon na carta, indicando que a holding está em processo de auditoria para entender as transações financeiras entre as empresas do grupo.
Acusações e pedido de afastamento
As acusações de Christopher Mallon vão além da negação do empréstimo. O diretor alega que John Textor não tem mais autoridade legal para representar a Eagle Bidco. Segundo ele, qualquer decisão de diretores da holding agora depende de sua aprovação.
Mallon demonstrou a intenção de trabalhar junto com a diretoria do Botafogo para “descobrir quaisquer passivos ocultos” e assegurar a estabilidade financeira e o sucesso esportivo do clube. Para formalizar essa intenção, ele convocou uma assembleia de acionistas para 11 de agosto, com o objetivo de eleger um novo conselho de administração, sem a presença de Textor. A reunião, no entanto, não aconteceu.
Essa revelação expõe uma séria disputa de poder dentro da Eagle Football Holdings e joga holofotes sobre a gestão de John Textor à frente da SAF do Botafogo.


