A vitória por 1 a 0 sobre a LDU no Nilton Santos deu ao Botafogo a vantagem para o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, mas o desafio não será fácil. A equipe de Davide Ancelotti precisa de apenas um empate em Quito para avançar, mas terá de superar o obstáculo da altitude, um fator que historicamente tem sido desfavorável para o clube.
O peso da história e o retrospecto recente
Com 2.850 metros acima do nível do mar, o Estádio Casa Blanca será o palco de mais um capítulo da rivalidade recente entre Botafogo e LDU. Nos últimos seis jogos disputados em altitudes elevadas, o time carioca registrou quatro derrotas e dois empates.
O retrospecto inclui confrontos recentes contra a própria LDU em Quito, como o empate sem gols na Sul-Americana de 2023 e a derrota por 1 a 0 na Libertadores de 2024. A história aponta para a dificuldade, mas o Botafogo de Ancelotti tem mostrado capacidade de adaptação.
Preparação e planejamento
Para o técnico Davide Ancelotti, acostumado a trabalhar na Europa, o desafio da altitude é uma novidade. O comandante destacou o trabalho do departamento médico e a programação de viagem do time. “Não tenho experiência na altitude, mas temos um departamento médico que está nos preparando para o jogo. Vamos viajar na terça para Quito, treinar na quarta e jogar na quinta. O time vai estar preparado porque tem muita capacidade de adaptação”, afirmou.
A partida decisiva será na quinta-feira, às 19h. O gol de Artur aos 14 segundos do jogo de ida no Nilton Santos garante a vantagem de um empate para o Glorioso. Em caso de derrota por um gol, a decisão será nos pênaltis. O Botafogo terá que usar sua capacidade de superação para quebrar a sina da altitude e carimbar sua vaga nas quartas de final.


