Em um movimento que pode selar a paz nos bastidores do Botafogo, uma reunião em Nova York na última sexta-feira alinhou os rumos da recompra da SAF do clube. O encontro, que reuniu o dono da SAF, John Textor, o CEO do Alvinegro, Thairo Arruda, e acionistas da Eagle Football e do fundo de investimento Ares, foi considerado um passo importante em direção a um cenário mais amistoso.
Embora ainda não haja um acordo formal, o encontro produziu desdobramentos vistos como positivos pelo Botafogo. As partes envolvidas se comprometeram verbalmente a suspender as hostilidades e as disputas judiciais, abrindo caminho para que as negociações ocorram de forma mais tranquila. Nas últimas semanas, a Eagle e o Botafogo haviam entrado com ações um contra o outro, buscando tempo e controle na disputa.
A mudança de postura da Eagle
A principal novidade da reunião foi a mudança de postura da Eagle. Anteriormente, a empresa demonstrava reticência em vender o clube diretamente a Textor, preferindo buscar um investidor externo. Agora, a Eagle se mostrou mais disposta a negociar a transferência da SAF para a empresa do americano nas Ilhas Cayman. A empresa, inclusive, indicou a faixa de preço que considera ideal para o negócio, embora os valores não tenham sido divulgados.
O processo de mudança de sede da SAF, para as Ilhas Cayman, já está em andamento. Textor criou a empresa Eagle Football Group para essa finalidade, e a cessão dos direitos já foi aprovada pelos conselheiros do Botafogo. Para concretizar a operação, Textor conta com o apoio financeiro do empresário grego Evangelos Marinakis. O encontro desta sexta-feira sugere que as negociações, antes travadas, podem finalmente caminhar para um desfecho.


