Enquanto o Botafogo vive um excelente momento em campo, fora das quatro linhas, o clube lida com uma intensa disputa jurídica. O acionista majoritário, John Textor, enfrenta um impasse pelo controle da SAF com a Eagle Football. Apesar de a situação ser de conhecimento público, o clube tem se empenhado em proteger o elenco, criando um “ambiente blindado” para que os atletas possam se concentrar no futebol.

A estratégia tem surtido efeito. Após a divulgação pública da briga, o Botafogo eliminou o Bragantino na Copa do Brasil e goleou o Fortaleza por 5 a 0 no Brasileirão. “Eu não domino o tema jurídico. Aqui dentro não influencia, eu tenho um ambiente protegido onde os jogadores podem focar nos jogos”, afirmou o técnico Davide Ancelotti após a vitória sobre o Bragantino.
Transparência e liderança de Ancelotti
Apesar de ser sua primeira experiência como treinador principal, a forma como Ancelotti tem gerenciado a situação é vista como um ponto positivo. Ele adotou a transparência como a principal ferramenta para lidar com o problema. Assim que a notícia se tornou pública, o departamento de futebol informou o técnico sobre os detalhes da disputa.
Em seguida, o próprio Ancelotti chamou os líderes do elenco, Alex Telles e Marlon Freitas, para uma conversa sobre o assunto. Essa abordagem de compartilhar informações com os líderes do grupo é comum para o italiano. Depois, a situação foi comunicada a todos os jogadores em uma conversa geral no CT do clube.

A intenção de Ancelotti não era detalhar questões jurídicas ou financeiras, mas sim garantir que a informação chegasse diretamente do clube, sem distorções. O técnico deixou a porta aberta para dúvidas e conversas, mas o assunto não voltou a ser um foco para o elenco.
Enquanto a diretoria continua a tratar da possível revenda da SAF, a liderança de Davide Ancelotti tem se mostrado eficaz para manter o vestiário focado em campo.


