A crise entre John Textor e a Eagle Football continua a causar polêmica no Botafogo. O ex-presidente do clube, Carlos Augusto Montenegro, afirmou em um áudio que Textor “está tentando ficar com o Botafogo”, mas enfrenta dificuldades financeiras. O ge confirmou a autenticidade do áudio, que circulou nas redes sociais.
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No áudio, Montenegro detalha a disputa, mencionando que Textor busca se desvincular da Eagle, mas quer manter a posse do clube carioca. Para isso, ele precisa de dinheiro, algo que, segundo Montenegro, o empresário não tem como pessoa física. “Ele, pessoa física, não tem dinheiro, e está tentando falar com outras pessoas para ajudar a comprar”, disse o ex-presidente.
Entenda a disputa entre Textor, Eagle e o fundo de investimento Ares
A situação se complica com a participação da Ares, um fundo de investimentos dos Estados Unidos. De acordo com Montenegro, Textor conseguiu um empréstimo de US$ 450 milhões da Ares para a Eagle, principalmente para a aquisição do clube francês Lyon. Como garantia, a Ares recebeu todos os ativos da Eagle, incluindo contratos de televisão e as ações dos sócios — todas as ações de Textor.
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Montenegro explica que Textor não conseguiu pagar o empréstimo, que tinha juros altos. Mesmo após vender o Crystal Palace e amortizar parte da dívida, ele ainda deve cerca de US$ 350 milhões. A Ares, então, teria executado as ações dadas como garantia.
Conflito de interesses e o papel do clube social
A disputa se intensificou quando a Eagle, em um movimento coordenado pela Ares, sugeriu que Textor recomprasse as próprias ações do Botafogo que estão atreladas ao fundo. Para isso, ele precisaria se desvincular do clube para evitar um conflito de interesses na Justiça, já que ele é dono tanto do Botafogo quanto da Eagle.
Internamente, dirigentes do clube alvinegro interpretaram a manobra como uma tentativa de afastar Textor do poder. No entanto, o clube social e os funcionários intervieram, enviando uma carta à Eagle em defesa do proprietário. O presidente do clube social, João Paulo Magalhães, é um apoiador declarado de Textor e já expressou essa posição em conversas com representantes da Ares e da Eagle.
Montenegro conclui que a briga é essencialmente entre os sócios que adquiriram 90% da SAF do Botafogo, e o que está em jogo é o dinheiro. “O que tem agora é dinheiro em cima da mesa. É uma briga entre os sócios que compraram o Botafogo e ficaram com 90% da SAF”, finalizou.
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