Danilo desembarca no Botafogo para preencher uma posição que foi bem ocupada por Gregore, recentemente negociado com o Al-Rayyan. O volante de 22 anos, que agora é a contratação mais cara da história do clube, promete trazer características distintas e muito dinamismo ao meio-campo alvinegro. Sua chegada ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira marca o início de uma nova fase para o atleta e para o Glorioso.
Da promessa da Premier League a recuperação no Brasil
Revelado pelo Palmeiras, onde teve atuações cruciais e conquistou duas Copas Conmebol Libertadores, Danilo chegou à Europa com grande expectativa. No entanto, sua passagem pelo Nottingham Forest foi marcada por um revés inesperado: uma grave lesão no tornozelo esquerdo sofrida em sua estreia na Premier League, em agosto do ano passado. O incidente ocorreu após o atacante Semenyo, do Bournemouth, cair sobre sua perna, resultando em seis meses de afastamento dos gramados.
Paul Taylor, setorista do Nottingham Forest no “The Athletic”, compartilhou com o ge a percepção do clube inglês sobre o potencial do jogador: “Ele teve um começo de trajetória positivo logo depois que assinou (o contrato). Havia a sensação que ele seria vendido por 50 ou 60 milhões de libras (equivalente a R$ 450 milhões na cotação da época) pelo clube se ele não tivesse se machucado e alcançado seu potencial máximo. A lesão no primeiro jogo da última temporada realmente teve um impacto nele. Ele quebrou a perna de uma forma bem ruim contra o Bournemouth e demorou um tempo para se recuperar.”
Antes da lesão, Danilo já mostrava sinais de uma promissora carreira na Inglaterra. Na temporada anterior ao incidente, ele foi titular e um dos destaques do Forest, participando de 34 jogos, com três gols e duas assistências.
Estilo de jogo e popularidade
No Nottingham Forest, Danilo foi predominantemente utilizado como primeiro volante. Sua missão principal era a de combate no meio-campo, mas isso não o impedia de participar ativamente da construção de jogadas com a bola nos pés.
Paul Taylor descreveu seu estilo: “Em campo, ele se mostrava melhor atuando mais recuado no meio-campo. Era muito bom desarmando, ganhando a posse e conduzindo a bola adiante. É muito dinâmico. O tipo de jogador que levava o time para frente. Ele não tinha muitas características ofensivas com exceção de arriscar chutes de longa distância, mas essa não era sua missão no campo.”
O jornalista também revelou que a lesão de Danilo foi um duro golpe para o Forest: “No início da temporada, Nuno Espírito Santo (técnico do Forest) queria que Danilo e Sangaré fossem a dupla de volantes titulares. Perdê-lo tão cedo foi um golpe. Não fosse a lesão, provavelmente Danilo seria um dos jogadores mais importantes do time. Depois, Sangaré também se machucou.”
Além de seu desempenho em campo, Danilo era extremamente querido pelos torcedores, chegando a ter uma música própria que era cantada antes dos jogos, independentemente de sua titularidade. “Ele era muito querido pelos jogadores e torcedores. Estava sempre com um sorriso no rosto. Era muito popular e tinha a própria música com a torcida”, finalizou Paul Taylor.
A transação de Danilo custou € 22 milhões (cerca de R$ 142,7 milhões) aos cofres do Botafogo, consolidando-o como a aquisição mais valiosa na história do clube carioca.


