O Botafogo não opera mais sob o conceito de “caixa único” da Eagle Football, de John Textor. Essa alteração ocorre em decorrência das mudanças administrativas no Lyon, agora sob a presidência de Michele Kang, que precisou reestruturar suas finanças para evitar o rebaixamento na França. Com isso, o Botafogo volta a ter sua autonomia financeira, gerindo diretamente seus próprios recursos.
Com essa nova realidade, os valores da venda de Thiago Almada ao Atlético de Madrid — estimados em € 21 milhões (R$ 135 milhões) por 50% dos direitos econômicos — serão integralmente direcionados ao Glorioso. O clube tem uma projeção ambiciosa de alcançar R$ 1,2 bilhão em receita em 2025, considerando diversas negociações e premiações de competições.
A gestão da SAF alvinegra afirma que o Botafogo “caminhará com suas próprias pernas”, um movimento viável após a estabilização financeira dos últimos anos. Apesar de ter registrado prejuízos de R$ 248 milhões em 2022 e R$ 101 milhões em 2023, o clube gerou uma receita bruta de R$ 719 milhões em 2024, embora o balanço oficial ainda não tenha sido divulgado.
No entanto, a ausência do caixa único da rede de clubes também implica que o Botafogo terá que gerir diretamente suas próprias dívidas. Entre elas, destaca-se a cobrança de US$ 21 milhões (R$ 116 milhões) do Atlanta United pela aquisição de Thiago Almada, valor que deverá ser quitado ainda este ano. Como parte das medidas de controle financeiro, a folha salarial do clube já foi reduzida de R$ 23 milhões para R$ 19 milhões.


