Thiago Almada pode estar com os dias contados para vestir a camisa do Atlético de Madrid na próxima temporada europeia. O talentoso meia argentino, que esteve emprestado ao Lyon no primeiro semestre deste ano, possui um contrato com o Botafogo, e ambos os clubes fazem parte da rede Eagle Football, de propriedade de John Textor.
Negociação conduzida por Textor e o interesse colchonero
As conversas sobre o futuro de Almada estão sendo diretamente conduzidas pelo empresário americano John Textor. Embora o Benfica tenha demonstrado interesse no jogador, o Atlético de Madrid apresentou valores mais vantajosos e é o favorito para fechar a contratação. O clube espanhol acompanha Almada desde o ano passado, e seus proprietários mantêm uma boa relação com Textor, facilitando as tratativas.
O próprio Almada vê com bons olhos a mudança para o Atlético de Madrid e tem se comunicado diariamente com Textor para avaliar os próximos passos de sua carreira. A notícia da negociação foi inicialmente veiculada pelo jornal português “Record” e, posteriormente, confirmada pelo ge.
O conceito de “caixa único” da Eagle Football e o uso dos valores
Dentro do modelo da Eagle Football, opera-se com um sistema de “caixa único”: todo o capital que entra nos cofres de um clube da rede pode ser direcionado para auxiliar as finanças de outras entidades envolvidas. A transferência de Almada pode movimentar cifras próximas a € 30 milhões (cerca de R$ 194 milhões), incluindo bônus e metas.
É importante notar que essa quantia não será integralmente destinada à “pasta do Botafogo” dentro da Eagle. Não há uma divisão exata definida de quanto será compartilhado entre o Alvinegro e o Lyon. Contudo, o desejo expresso de John Textor é que a verba endereçada ao clube carioca seja utilizada como capital de giro e para a resolução de pendências operacionais. Isso inclui, por exemplo, o pagamento de premiações e o reforço de estruturas do dia a dia do Botafogo, demonstrando um foco em estabilizar e fortalecer as bases do clube.


