Pela primeira vez desde sua demissão do Botafogo na madrugada desta segunda-feira, Renato Paiva se manifestou publicamente, abordando os rumores sobre supostas interferências de John Textor nas escalações da equipe. O técnico português foi categórico ao negar qualquer tipo de imposição direta.
“Interferir na escalação, diretamente, comigo não”, garantiu Paiva em entrevista ao jornalista Paulo Vinicius Coelho, do “UOL”. Ele reforçou sua postura irredutível: “Porque ele, ou qualquer presidente ou diretor que disser ‘tem que jogar este ao invés deste’, no segundo a seguir, ele fica sem treinador. Tenho 23 anos de trajetórias, 23 anos que me trouxeram até aqui, e vai ser assim que vou morrer.”
Paiva detalhou como era a dinâmica dessa relação: “Ele não gostava de algumas opções, transmitia aos diretores. Não gostar é legítimo. Mas dizer ‘jogue este ao invés deste’, não. Isso nunca fez, nem tinha hipótese.”
O treinador explicou a PVC que, embora houvesse questionamentos, a decisão final era sempre sua: “Nunca tive presidente ou diretor que dissesse ‘vai ter de jogar este no lugar deste’, nunca. Perguntam: ‘Mas este, por quê? Este não seria melhor?’ Mas, no final, respeitam. Este mandava recado pelos diretores, mas não interferia diretamente na escalação. Podia não gostar — ele às vezes não gostava de uma ou outra opção — mas a mim ele não disse.”
Renato Paiva concluiu com firmeza, reiterando sua independência profissional: “Interferência direta não teve, nem ele, nem ninguém. Nunca, nunca vai ter, porque, como eu te disse: no segundo seguinte, eu vou-me embora e digo para ele treinar. Já que ele quer ser treinador, treine ele.”


